O DEM homologou, na tarde desta segunda-feira (18), a candidatura do deputado federal ACM Neto à prefeitura e de Célia Sacramento (PV) à vice-prefeitura de Salvador. Correligionários movimentaram a frente do Espaço Unique. Políticos como Zé Ronaldo (DEM), Leo Prates (DEM), Heraldo Rocha (DEM) e Bruno Reis (PRP) marcaram presença no lançamento.
Esperado, o deputado federal Antônio Imbassahy não compareceu ao evento, ao contrário dos correligionários José Carlos Fernandes, presidente municipal do PSDB, e do vereador Paulo Câmara.
Ao discursar, Neto disse que aceita a indicação feita pelo DEM, PSDB, PPS e PV, e fez agradecimentos especiais ao PSDB (José Carlos Fernandes, Paulo Câmara, João Almeida, Jutahy e Sérgio Passos), além de Téo Senna (PTC), que, contrariando sua legenda, o apoiará. Imbassahy não foi citado no discurso. "Chegou a hora de bater no peito e dizer que essa cidade voltará a ser respeitada, voltará a ser do seu povo", afirmou para, em seguida, atacar o PT. "Estão tentando impor um candidato contra a vontade do povo de Salvador. Só que o povo de Salvador vai deixar o coração falar mais alto e nós vamos ganhar", disse.
Ausência de Imbassahy
Imbassahy tinha chegada esperada por Jutahy Magalhães e pelo presidente estadual do DEM, José Carlos Aleluia, mas não deu o ar da graça. O deputado federal, que tinha candidatura posta até o partido decidir apoiar ACM Neto, não se pronunciou sobre o assunto, já que se submeteu a uma intervenção cirúgica no final de maio. A decisão do apoio foi motivo de racha no PSDB, minimizada por Jutahy em entrevista ao Metro1. Questionado pela imprensa, Neto afirmou que aguarda o apoio do ex-prefeito. "Imbassahy não veio, mas no momento certo eu sei que ele vai se envolver com a campanha", disse.
Diante das especulações de que o ex-prefeito pode apoiar o candidato do PT, Nelson Pelegrino, Aleluia foi categórico ao afirmar que não acredita na possibilidade. "Tenho convicção de que Imbassahy não apoiará Pelegrino", disse.
O deputado Bruno Reis (PRP) foi ao evento confirmar o apoio ao democrata. "Infelizmente o meu partido resolveu fechar com Pelegrino, mas eu tenho que me manter fiel à minha trajetoria política", disse. Reis não quis falar sobre as pesquisas. "As pessoas vão ter resposta nas ruas e nas urnas, o povo realmente deseja ACM Neto", afirmou.
Paulo Souto
Ex-governador, Paulo Souto também participou do evento e foi questionado pelos jornalistas se o partido cometerá os mesmos erros que em 2008, quando liderava as pesquisas e não foi nem para o segundo turno. De acordo com Souto, que prefere não falar em erros, o que interessa no momento é a "vontade da população de mudar a situação da cidade".
Souto ainda falou novamente sobre a greve dos professores estaduais, que já dura 68 dias. "Há um desgaste no governo, desgaste este que veio antes até do que se imaginava", alfinetou.
*com redação de Amanda Palma e Larissa Oliveira - Metro1 Imagem Metro 1.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
"Não existe mais direita e esquerda", diz Maluf ao firmar acordo com PT
Com cara de "o que é que eu estou fazendo aqui" Lula aperta mão de Maluf que declara apoio ao preferido de Lula na disputa por SP.
O Partido Progressista (PP) oficializou na tarde desta segunda-feira (18) o apoio à chapa do pré-candidato à prefeitura de São Paulo Fernando Haddad (PT). O encontro entre o deputado federal Paulo Maluf (PP) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durou cerca de 30 minutos.
O evento foi realizado na residência de Maluf, no Jardim Europa, região nobre da capital paulista. Lula saiu sem dar entrevista. Acompanhado por Haddad, Maluf falou com os jornalistas no portão de sua casa, nos Jardins e afirmou que não existe mais direita e esquerda na política brasileira.
Haddad afirmou que compreende as críticas a Maluf, mas afirma que hoje o PT tem um projeto político no país que está dando certo.
As informações são do G1 e Metro1.
O Partido Progressista (PP) oficializou na tarde desta segunda-feira (18) o apoio à chapa do pré-candidato à prefeitura de São Paulo Fernando Haddad (PT). O encontro entre o deputado federal Paulo Maluf (PP) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durou cerca de 30 minutos.
O evento foi realizado na residência de Maluf, no Jardim Europa, região nobre da capital paulista. Lula saiu sem dar entrevista. Acompanhado por Haddad, Maluf falou com os jornalistas no portão de sua casa, nos Jardins e afirmou que não existe mais direita e esquerda na política brasileira.
Haddad afirmou que compreende as críticas a Maluf, mas afirma que hoje o PT tem um projeto político no país que está dando certo.
As informações são do G1 e Metro1.
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Silvia Cerqueira toma posse na Superintendência da Pesca na BA
O Auditório do Ministério da Fazenda em Salvador ficou lotado, na manhã desta sexta-feira, para o ato de posse da nova superintendente da Pesca e Aquicultura do Estado da Bahia, Silvia Cerqueira. A cerimônia reuniu autoridades, parceiros, amigos e representantes de associações e cooperativas de pescadores da capital baiana. O presidente Estadual do PRB, deputado José de Arimatéia, considerou a indicação de Silvia Cerqueira “um progresso”. “Dra. Silvia vai brilhar à frente da superintendência, assim como tudo que faz na vida. Precisamos realmente de pessoas com garra, que realmente estimulem ações voltadas à cultura e ao fomento da pesca. Ela, inclusive, pode contar comigo na Assembleia Legislativa da Bahia”, registrou Arimatéia. “Agradecemos ao superintendente anterior, Abelardo de Jesus Filho, pelas suas contribuições. Agora, Dra. Silvia assuma e trabalhe para o nosso Estado. Tenho certeza que a senhora atende a todos os pré-requisitos”, disse o deputado federal Márcio Marinho (PRB).
Informações e foto: Política Livre.
Informações e foto: Política Livre.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
PRB reafirma nome de Marinho na disputa pela prefeitura de Salvador
O pré-candidato do PRB à Prefeitura de Salvador, bispo Márcio Marinho, disse nesta segunda-feira (4), em entrevista à TV Itapoan, que a gestão de Salvador é desastrosa. Marinho deu nota três ao prefeito João Henrique (PP), afirmando que o mesmo é uma boa pessoa, mas não um bom prefeito.
"A minha avaliação é 70% do que o povo avalia. O prefeito é uma pessoa boa, mas do ponto de vista administrativo é uma gestão desastrosa. Se eu fosse dar uma nota seria três", ponderou Marinho, que garantiu ser candidato e não voltar atrás da decisão.
O bispo ainda afirmou que quer ser prefeito "para cuidar das pessoas". "Me encontro capacitado para tal coisa. O que me motiva a ser prefeito de Salvador é porque quero cuidar, como cuido da minha casa, dessa cidade maravilhosa", concluiu.
Diante disso e muito mais, o PRB enviou convite à imprensa para evento, que acontece nesta segunda-feira (4), a partir das 14h, no Hotel Fiesta. Apesar de não ter confirmado o teor do encontro, sabe-se que o presidente municipal da sigla, deputado estadual Sidelvan Nóbrega, confirmará a candidatura própria à Prefeitura de Salvador.
Não é novidade para ninguém que o nome escolhido pelo partido é o do deputado federal, bispo Márcio Marinho. Em tempo, o pré-candidato disse reiteradas vezes, hoje, em entrevista à TV Itapoan, que não vai desistir da candidatura, garantindo disputar o pleito no primeiro turno das eleições municipais.
Imagem: Google Imagem / Informações: Metro1.com.br
"A minha avaliação é 70% do que o povo avalia. O prefeito é uma pessoa boa, mas do ponto de vista administrativo é uma gestão desastrosa. Se eu fosse dar uma nota seria três", ponderou Marinho, que garantiu ser candidato e não voltar atrás da decisão.
O bispo ainda afirmou que quer ser prefeito "para cuidar das pessoas". "Me encontro capacitado para tal coisa. O que me motiva a ser prefeito de Salvador é porque quero cuidar, como cuido da minha casa, dessa cidade maravilhosa", concluiu.
Diante disso e muito mais, o PRB enviou convite à imprensa para evento, que acontece nesta segunda-feira (4), a partir das 14h, no Hotel Fiesta. Apesar de não ter confirmado o teor do encontro, sabe-se que o presidente municipal da sigla, deputado estadual Sidelvan Nóbrega, confirmará a candidatura própria à Prefeitura de Salvador.
Não é novidade para ninguém que o nome escolhido pelo partido é o do deputado federal, bispo Márcio Marinho. Em tempo, o pré-candidato disse reiteradas vezes, hoje, em entrevista à TV Itapoan, que não vai desistir da candidatura, garantindo disputar o pleito no primeiro turno das eleições municipais.
Imagem: Google Imagem / Informações: Metro1.com.br
Lídice deixa em aberto 2012 e diz que está no páreo para 2014
Leia a entrevista da Senadora e possível pré - candidata do PSB soteropolitano ao Palácio Thomé de Souza. Ela critica um eventual apoio do prefeito João Henrique, fala sobre as candidaturas da base do governo - especialmente PT e PCdoB - e de 2014.
A executiva nacional do PSB tem pressionado pela candidatura da senadora Lídice da Mata em Salvador. No entanto, ela, que preside o PSB na Bahia, embarcou na última sexta para os Estados Unidos numa missão oficial da CPI do Tráfico de Pessoas do Senado, sem nada decidir. Já conversou com o presidente nacional Eduardo Campos e com o governador Jaques Wagner, mas nada. Diz que depende agora das condições “que criemos para que isso (candidatura) possa se viabilizar”. Nessa entrevista à Tribuna, apesar de fazer mistério sobre o posicionamento da sigla, ela dá indicativos de que pode apoiar uma candidatura da base do governo, leia-se PT ou PCdoB. A socialista diz ainda que o apoio do prefeito João Henrique nessa eleição será negativo e que seu nome está no páreo pelo governo do estado em 2014.
A executiva nacional do PSB tem pressionado pela candidatura da senadora Lídice da Mata em Salvador. No entanto, ela, que preside o PSB na Bahia, embarcou na última sexta para os Estados Unidos numa missão oficial da CPI do Tráfico de Pessoas do Senado, sem nada decidir. Já conversou com o presidente nacional Eduardo Campos e com o governador Jaques Wagner, mas nada. Diz que depende agora das condições “que criemos para que isso (candidatura) possa se viabilizar”. Nessa entrevista à Tribuna, apesar de fazer mistério sobre o posicionamento da sigla, ela dá indicativos de que pode apoiar uma candidatura da base do governo, leia-se PT ou PCdoB. A socialista diz ainda que o apoio do prefeito João Henrique nessa eleição será negativo e que seu nome está no páreo pelo governo do estado em 2014.
Tribuna da Bahia – Senadora, já existe alguma definição se o PSB vai ter ou não vai ter candidatura própria em Salvador?
Lídice da Mata – O PSB hoje trabalha com a hipótese de ter a minha candidatura, mas, eu volto a dizer, com uma hipótese. A hipótese de ter candidatura própria ou compor junto com uma candidatura, discutindo com a direção nacional do partido, que nesse momento comanda as conversas políticas.
Tribuna – Já existiu algum contato da senhora com o presidente nacional Eduardo Campos. Há algum entendimento?
Lídice – Claro, claro. Eu tive uma conversa de mais de duas horas com o presidente do partido. Sobre a política nacional, sobre política regional, sobre a situação de Salvador, a situação do partido. Obviamente, foi até por isso que nós pensamos nessa alternativa de candidatura.
Tribuna – Houve então algum apelo para que a senhora encabeçasse um projeto de candidatura única?
Lídice – Não, não é um apelo. O presidente do partido não precisa me apelar. Ele tem uma possibilidade maior que essa, que é de discutir, do que me convencer de uma posição política, de fortalecimento do partido. Isso não quer dizer que seja a única alternativa, que o partido só possa fazer essa candidatura própria. A hipótese de uma candidatura foi colocada para que o partido nacional decida que caminho ele vai trilhar nessa eleição.
Tribuna – Qual é esse caminho? Qual o sentimento da senhora, senadora?
Lídice – Não é uma questão de sentimento. Eu acho que o partido, ao estar se colocando em diversas importantes cidades do país, como aliado, principalmente, do PT, ele tem a hipótese de analisar em ser candidato ou de apoiar candidaturas. E, se nós queremos o apoio de alguma força, temos que ter capacidade de analisar a hipótese de apoiá-las. Então, pra nós, não há uma posição que seja ‘ou somos nós candidatos ou nada’. Não é isso. Nós podemos ser candidatos ou podemos trabalhar a hipótese de apoiar a candidatura de Nelson (Pelegrino, do PT), a candidatura de Alice (Portugal, do PCdoB), ou a candidatura de alguém que esteja no nosso campo de alianças.
Tribuna – Qual seria o time para acontecer essa definição?
Lídice – O time seria definido pelo limite legal. Ou seja, nós temos até o dia 30 para tomar essa decisão, 30 de junho. Mas eu acredito que, antes disso, nós teremos uma possibilidade de avaliar o quadro político. Logo que eu chegar dos Estados Unidos, eu já estarei em condição de voltar a conversar com o partido nacional.
Tribuna – A senhora viaja então com um indicativo mais pra ter uma candidatura ou para fazer uma aliança?
Lídice – Nesse momento não. Não há nenhuma hipótese de uma coisa ou outra assim. Não é isso. O partido discutiu comigo a possibilidade da minha candidatura. Nós estamos, portanto, neste momento, analisando. É possível, no entanto, reavaliar isso.
Tribuna – A senhora se coloca à disposição do partido...
Lídice – Depende das condições que criemos para que isso possa se viabilizar, de alianças possíveis, conjuntura política com que nós possamos encarar esse momento, ou, na verdade, como qualquer outro, eu creio que, no partido, nós desejamos o fortalecimento de nossa legenda com candidaturas de vereadores ou com candidatura de prefeito. Nem sempre ter uma candidatura a prefeito quer dizer que o partido cresceu, se fortaleceu. O partido pode sair de uma eleição derrotado, eventualmente, mas politicamente fortalecido. Ou vice-versa. Então, são essas as circunstâncias que nós vamos ter que analisar.
Tribuna – A senhora já teve alguma conversa recente com o governador Jaques Wagner sobre isso?
Lídice – Sim. Eu jamais tomaria qualquer decisão de anunciar uma posição eleitoral sem conversar com o governador, por quem tenho não só admiração, mas que reconheço como um líder do nosso projeto no estado da Bahia.
Tribuna – E em algum momento ele chegou a colocar a importância de unir a base dele em torno de Pelegrino?
Lídice – O governador colocou em todas as reuniões que tivemos, tanto pessoais, quanto coletivas, a importância de sua base sair unida. Não apenas em Salvador, mas em outras cidades importantes. É claro que essa análise já foi feita.
Tribuna – A senhora avalia o estremecimento entre o PT e o PCdoB? Seria fruto do calor pré-eleitoral ou devido à tensão gerada pela greve dos professores?
Lídice – Sinceramente, não tenho visto este estremecimento. Tenho estado com o presidente do PCdoB ( deputado Daniel Almeida), com a deputada Alice Portugal. Não tem estremecimento algum. Eles continuam sendo tratados com todo o respeito pelo governador Jaques Wagner. Não sei de onde viria essa ideia de estremecimento.
Tribuna – O deputado Capitão Tadeu tem se colocado à disposição do PSB, caso a senhora não seja alçada à condição de candidata. Ele poderia ser indicado como um vice, numa composição, por exemplo, com Alice Portugal?
Lídice – Não sei. Tudo isso depende da análise, entendeu? Tadeu é um deputado valoroso, coloca seu nome à disposição do partido, mas cabe ao partido analisar.
Tribuna – Como a senhora observa a fragmentação da oposição, com duas candidaturas colocadas até agora, do PMDB e do DEM? Isso facilita para a base do governo?
Lídice – Sim, sim. Claro. Eu acho que se a oposição estivesse unida, o governo buscaria também se unificar. Esse cenário de oposição unida, porque, afinal de contas, há uma oposição na Bahia, que não tem a mesma oposição em nível nacional. Ou seja, o PSDB e o DEM são partidos de oposição do atual governo da presidente Dilma. O PMDB não é um partido de oposição ao governo da presidente Dilma. E isso certamente faz com que haja dificuldades na formação de uma aliança sólida, por exemplo, para a prefeitura de Salvador.
Tribuna – A senhora acha que isso dá sinais de conforto então para que aconteça mais de duas candidaturas da base do governo Wagner, por exemplo...
Lídice – Creio que sim. Eu, na verdade, acho que nenhuma candidatura tem conforto. Nenhuma aliança numa eleição traz conforto. Toda eleição é tensa, é disputada. Em toda eleição há sempre uma série de imprevistos. Não é possível garantir hoje quem ganha uma eleição depois de amanhã. As análises técnicas de pesquisa, sejam quantitativas, sejam qualitativas, analisam situações, hipóteses, sinais. Mas na hora, quem decide é o povo. E isso está muito distante de termos qualquer tipo de certeza sobre qualquer candidatura. Acima de tudo, eu creio que as candidaturas do governo têm amplas possibilidades de saírem vitoriosas. O que não quer dizer que sejam.
Tribuna – Na avaliação da senhora, o que precisa mudar de mais imediato em Salvador?
Lídice – São tantas coisas. Nós temos hoje uma cidade profundamente entristecida. Eu tenho dito que Salvador precisa recuperar a sua capacidade de liderança sobre os negócios da cidade, sobre a ação pública da cidade e também a sua função de nortear, de dar limite. Eu acho que nós temos uma situação tão dramática na cidade hoje, que eu vejo, que nós estamos com uma crise de autoestima. Eu penso que a gente precisa, em Salvador, é recuperar a liderança de definição sobre os rumos da cidade. A autoridade sobre a cidade. A autoridade para gerir os espaços públicos e definir os limites também com relação aos espaços privados.
Tribuna – Qual será a maior dificuldade, na visão da senhora, do próximo prefeito que vier a assumir o comando de Salvador?
Lídice – Depende de quem seja o prefeito. Prefeito não é tudo igual. O prefeito que tenha um apoio do governo federal e do governo estadual terá um tipo de dificuldade. O prefeito que não tenha esse apoio terá outro tipo. Como eu disse, a cidade hoje se encontra numa crise profunda de identidade, uma crise profunda de autoridade sobre a cidade. Liderança sobre a cidade, para definir os seus rumos, definir o limite da atuação dos interesses privados. Colocar os interesses públicos acima dos interesses privados. Isso é a questão central, em todas as áreas. O povo já sabe. Isso pode ser visto tanto na área imobiliária, quanto no Carnaval. Tanto na área do trânsito, quanto no comando de uma política pública de educação ou de saúde.
Tribuna – A relação com a iniciativa privada então, a senhora define que seja mais clara do que é hoje?
Lídice – Que seja transparente e, principalmente, que seja delimitado o espaço.
Tribuna – Que saia inclusive do limite das quatro paredes e que a prioridade do público seja colocada em prática...
Lídice – Eu digo isso com relação ao PDDU, eu digo isso em relação, eu volto a dizer, às questões do comando do Carnaval. A devolução do Carnaval pro povo de Salvador, não é que o povo não participe, mas um modelo em que ele possa ampliar a sua participação. E assim por diante.
Tribuna – O apoio do prefeito João Henrique nessa fase vai ser mais positiva ou mais negativa?
Lídice – Aí depende da avaliação de qualquer um. Na minha opinião, no meu modo de entender, será negativa. Porque eu acho que a política exige de cada um de nós uma função didática. Nós saímos de um governo de João Henrique com diversas questões, entre elas o nosso entendimento, no caso do PSB, de que ele havia se distanciado dos compromissos que ele havia assumido no início de seu governo. Isso está expresso, por exemplo, no slogan essencial de sua candidatura, que foi “Prefeitura de participação popular”, e a mudança clara desse slogan e dos rumos do seu governo. Eu não posso, simplesmente, querer que o prefeito João Henrique me apoie se eu rompi com ele. Eu acho que o povo espera de nós uma posição de coerência, então, se eu terei o apoio do prefeito, mesmo se eu quisesse, eu teria que explicar para a população por que, para que ficasse claro para a população que tipo de acordo é que está sendo feito. Em que base esses acordos são feitos. Senão acaba ficando uma ideia de que é tudo igual, não tem diferenciação. E não é. Se nós queremos ter uma candidatura que tem um projeto crítico com relação ao projeto que aí está, então eles são diferentes.
Tribuna – Como é que a senhora avalia os desgastes que o governo Wagner tem passado nos últimos dias?
Lídice – Eu não entendo. Muita gente diz que é porque tem greve. Eu não conheço nenhum governo do Brasil que não enfrente greve. O governador enfrentou uma greve da Polícia Militar que não foi só na Bahia. Começou no Maranhão, depois foi pro Ceará, depois foi pra Sergipe, depois chegou na Bahia e depois chegou no Rio de Janeiro, num movimento nacional. O governador está enfrentando um momento de dificuldade enorme com o movimento de professores que também foi um movimento nacional. Existiu esse movimento em diversos estados brasileiros. Eu tenho total solidariedade às reivindicações dos professores, mas como também tenho solidariedade ao governo, porque sei dos limites que o governo tem para viabilizar essas reivindicações. Eu lamento muito que nós tenhamos chegado a um impasse. E acho que o impasse só pode ser desfeito se há concessão dos dois lados. Não pode haver uma concessão só do lado do governo. Então é preciso que os dois movimentos possam encontrar a saída para esse momento. Eu não vejo como se fazer governo sem haver a possibilidade de enfrentar uma greve, por exemplo. Greve é fruto da existência da democracia no país.
Tribuna – Essa questão das greves, a seca, isso pode impactar negativamente para os candidatos do governador nessa campanha? A senhora acredita que isso pode acontecer?
Lídice – Eu acho que pode, como também não pode. A seca não depende do governador. A seca depende do tempo, de chover ou não chover. Eu sou testemunha do quanto o governador tem trabalhado nessa questão de dotar a Bahia de sistemas de abastecimentos de água. Tanto que nós temos um programa, o Água para Todos, que está sendo, digamos assim, entre aspas, positivamente copiado pelo governo federal.
Tribuna – Pra finalizar, eu sei que 2012 nem passou ainda, mas o nome da senhora está no páreo para 2014?
Lídice – Acho que sim. Acho que 2014, a própria construção de 2012, da unidade de 2012, desse campo liderado pelo governador Jaques Wagner cria o momento para que a gente possa ter uma renovação da política no estado e nomes importantes de todos os partidos ficarão colocados. E creio que o PSB, sem dúvida nenhuma, pode dispor do meu nome para esse debate.
Colaboraram: Fernanda Chagas e Fernando Duarte /
Osvaldo Lyra EDITOR DE POLÍTICA Tribuna da Bahia 4.6.2012
Drº M.K x Drº Jesus
Depois de falar da Fundação Doutor Jesus em seus meios de comunicação, o radialista e pré - candidato do PMDB baiano à Prefeitura de Salvador, Mário Kértesz, sofrerá hoje a reação, afinal, aprendemos na escola que para toda ação existe uma reação... Assim sendo, o deputado estadual, pastor sargento Isidório do PSB está nesse momento com mais de 3 mil homens - internos da casa de recuperação de viciados em drogas - Fundação Doutor Jesus se preparando para marchar rumo à Assembleia Legislativa da Bahia com a reivindicação de obter o direito de resposta da Fundação nos meios de comunicação do grupo Metrópole. M.K que se cuide, porque eles não estão para brincadeira e exigem o direito de resposta após como eles denominam, os ataques sofridos com as denúncias, dentre elas, de tortura como forma de tratamento apresentada pelo grupo Metrópole. E ai, a rádio, jornal, internet que se diz tão democrática, onde todo mundo fala e todo mundo ouve, abrirá espaço para os dirigentes da Fundação falar? Doutor Jesus falará com Doutor M.K???
sexta-feira, 1 de junho de 2012
AUMENTA TARIFA de ônibus em Salvador
O secretário de Transporte e Infraestrutura (Setin), José Mattos, declarou, em entrevista coletiva nesta sexta-feira (31) que a passagem de ônibus vai sair dos atuais R$ 2,50 para R$ 2,80, a partir da meia-noite desta segunda-feira (4).
O pedido de aumento foi feito na última segunda-feira (28), por representantes do Sindicato das Empresas de ônibus (Setps), por conta do reajuste salarial concedido aos rodoviários.
Segundo Mattos, a passagem precisava de aumento, já que são 18 meses sem reajuste. Os técnicos da Transalvador estudaram e chegaram nesse valor. Outra novidade é que o tempo da tarifa integrada sobe de 1h para 2h. Novo aumento da tarifa de ônibus só deve acontecer em dezembro de 2013, como prevê o edital de licitação do transporte público que, de acordo com José Mattos, será lançado em junho.
O secretário ainda fez questão de mostrar à imprensa uma planilha que comprova a necessidade do aumento. Confira acima. (FONTE: Metro1.com.br)
O pedido de aumento foi feito na última segunda-feira (28), por representantes do Sindicato das Empresas de ônibus (Setps), por conta do reajuste salarial concedido aos rodoviários.
Segundo Mattos, a passagem precisava de aumento, já que são 18 meses sem reajuste. Os técnicos da Transalvador estudaram e chegaram nesse valor. Outra novidade é que o tempo da tarifa integrada sobe de 1h para 2h. Novo aumento da tarifa de ônibus só deve acontecer em dezembro de 2013, como prevê o edital de licitação do transporte público que, de acordo com José Mattos, será lançado em junho.
O secretário ainda fez questão de mostrar à imprensa uma planilha que comprova a necessidade do aumento. Confira acima. (FONTE: Metro1.com.br)
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