O deputado federal Márcio Marinho (PRB-BA), membro da Frente Parlamentar Mista pela Igualdade Racial e em Defesa dos Quilombolas, apresentou ao presidente da Câmara dos Deputados a proposta de projeto do 1º Encontro África e Diáspora Africana. A reunião aconteceu juntamente com outros parlamentares, na última semana.
De acordo com Marinho, o presidente da Casa disse que tanto apoiará, quanto participará do evento previsto para novembro de 2013, em Salvador, na Bahia. Uma comissão de parlamentares responsáveis pela realização do Encontro será oficialmente constituída.
Ainda, Márcio Marinho informou que uma delegação de parlamentares para missão oficial à África também será formada, o grupo deve participar da comemoração dos 50 anos da União Africana no dia 25 de maio deste ano. Entre as autoridades presentes está a Ministra Chefe de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros, e a Presidenta da República, Dilma Rousseff, convidada de honra.
Edição Jamile Reis / www.prb10.org.br
segunda-feira, 18 de março de 2013
De olho em 2014 PRB Minas faz encontro estadual em Belo Horizonte
O próximo dia 23, o Partido Republicano Brasileiro em Minas Gerais (PRB-MG) promove, no plenário da Câmara Municipal de Belo Horizonte, um grande encontro estadual, onde estarão presentes os 15 prefeitos, 18 vice-prefeitos e os 190 vereadores eleitos pela legenda, em novembro do ano passado, juntamente com os presidentes das comissões municipais e dos coordenadores regionais do partido.
De acordo com o presidente estadual do PRB, deputado federal George Hilton, este será o maior encontro promovido pelo partido em Minas, e que dará a largada para a estratégia republicana visando as eleições de 2014, quando pretende pelo menos dobrar sua representatividade na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. Atualmente, o PRB Minas possui um deputado federal e dois estaduais.
“Estamos trabalhando para o fortalecimento de nossas bases, com uma grande campanha de filiação, bem como abrindo as portas para lideranças de todo o Estado, que desejam colaborar com o desenvolvimento de Minas e do Brasil, representando suas regiões tanto na Assembleia Legislativa quando na Câmara Federal. Além disto, estaremos preparando o terreno para ampliarmos ainda mais nossa presença à frente de outros municípios”, colocou o presidente.
Além dele, e dos deputados estaduais Carlos Henrique e Gilberto Abramo, o encontro contará com a presença de representantes da Executiva Nacional, e palestrantes que trarão importantes contribuições para que os prefeitos, vice-prefeitos e vereadores, possam agir em seus municípios de forma a acelerar a implantação da filosofia de governo do PRB, cujo lema é ‘Transparência e Ética’, “o que tem diferenciado nosso partido e atraído importantes figuras para nossos quadros”, arrematou George Hilton.
Para este encontro, o PRB Minas também preparou uma programação especial para as esposas dos prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e presidentes das comissões municipais, constando de palestras sobre a importância do trabalho da mulher ao lado do político, e de como podem contribuir para que seu trabalho seja profícuo e maiores os benefícios para os moradores de suas cidades.
Serviço
Informações pelos telefones (31) 3234-5843 / 3267-5843 ou pelo email prbmg10@prbmg10.org.br
FONTE: www.prb10.org.br
Eduardo Campos já avalia cenário eleitoral e prioriza sudeste
“Estou ficando apavorado!”. Essa foi a reação do presidente do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, ao comentar com os aliados, durante a passagem por Brasília essa semana, sobre a quantidade de adesões e os rumos que tem tomado a já irreversível candidatura a presidente em 2014. Mas estar apavorado não quer dizer que pode desistir. Pelo contrário. Esta semana mesmo, Campos avaliou com seu grupo os cenários em todas as regiões do país onde o PSB e os adversários — PT e PSDB — enfrentam dificuldades, os ataques que começam a sofrer dentro e fora do governo, o discurso que terá que adotar, e a posição dúbia do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff em relação a sua eventual candidatura.
A primeira conclusão de Eduardo Campos, nessas conversas, é que ele teria uma posição confortável no Nordeste, onde ajudou Dilma a ter uma dianteira de 10 milhões de votos na última eleição. Mas precisa construir caminhos para entrar em Minas, São Paulo e Rio. A divisão do PSDB em São Paulo e a fragilidade do partido no Rio, acredita, são pontos favoráveis e podem abrir esses caminhos.
A tomada de posição sobre um acordo para reabrir a discussão sobre distribuição de royalties foi um primeiro passo para Eduardo Campos botar os pés no Rio. A aposta é, principalmente, nas crises do PSDB e PT nesses dois estados.
Mapa mostrado por ele aos interlocutores desta semana evidencia o seguinte cenário, revela um de seus aliados:
— O Nordeste tem 28% do eleitorado. No Norte tem espaço para todo canto. No Sul nunca ganhamos com Lula e Dilma, tem que construir. Tem 10 estados hoje onde o PT tem muitas dificuldades. O jogo fratricida do PMDB de Pezão (Luiz Fernando) e do PT de Lindbergh, no Rio, vai abrir um caminho. E o jogo complicado de São Paulo e Minas, no PSDB, pode abrir outra porta.
Sobre sua relação com Lula, o governador pernambucano ainda tem dúvidas sobre em que momento ter uma conversa franca. Segundo relato de um dos seus interlocutores, um grupo considera que essa conversa com Lula tem que acontecer já. Outro, que é melhor deixar para mais perto das eleições. Mas todos ainda acreditam na boa vontade do ex-presidente.
— Lula está entre os (do PT) que acham que tem que conquistar o Eduardo. Muita gente conversa com Lula e faz a fofoca do bem, diz que ele não quer briga.
O governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT), é um dos que fazem a “fofoca do bem”. Ele tem conversado muito com Campos, com Dilma e Lula sobre essa outra candidatura do campo governista:
— Lula não desistiu de Eduardo e na hora certa vai conversar com ele. Acho que não será uma conversa tensa. Amigo a gente não reprime, seduz. E se a sedução não funcionar, não vamos dramatizar a disputa. A eleição tem dois turnos e, depois de tudo, haverá um Brasil para governar.
O secretário nacional de Organização do PT, Paulo Frateschi (SP), comunga da mesma opinião de Déda:
— O PT não pode abrir mão de continuar na busca do apoio do PSB para a reeleição da Dilma, não é hora de brigar com o Eduardo Campos. Os movimentos que ele está fazendo são do jogo político, não é errado ter ambição política.
Eduardo Campos terminou a semana de muita conversa otimista e certo de que ainda precisa encontrar um discurso, um mote para sua candidatura:
— Não vamos abandonar nossas origens progressistas e inovadoras. É preciso encontrar uma nova roupa para mostrar nosso valor do ponto de vista histórico nesse momento. Os avanços que tem a ver conosco desse governo, não vamos renegar. É um novo ciclo — avaliou Campos nas conversas com os aliados.
O grupo do governador avaliou também as eventuais dificuldades que Dilma enfrentará, na política ou na economia.
— Dilma pode estar muito bem nas pesquisas, na opinião pública, e não ter voto. A identidade dela com o eleitor e a vinculação com miséria, é nulo. A campanha dela e João Santana (o marqueteiro dela e do PT) é para buscar o voto dos grotões. Será de novo a campanha do pobre contra o rico. Isso mostra desespero.
Leia mais em Campos já avalia cenário eleitoral e prioriza Sudeste
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/campos-ja-avalia-cenario-eleitoral-prioriza-sudeste-7862251#ixzz2Nv8y8QGp
© 1996 - 2013. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.
A tomada de posição sobre um acordo para reabrir a discussão sobre distribuição de royalties foi um primeiro passo para Eduardo Campos botar os pés no Rio. A aposta é, principalmente, nas crises do PSDB e PT nesses dois estados.
Mapa mostrado por ele aos interlocutores desta semana evidencia o seguinte cenário, revela um de seus aliados:
— O Nordeste tem 28% do eleitorado. No Norte tem espaço para todo canto. No Sul nunca ganhamos com Lula e Dilma, tem que construir. Tem 10 estados hoje onde o PT tem muitas dificuldades. O jogo fratricida do PMDB de Pezão (Luiz Fernando) e do PT de Lindbergh, no Rio, vai abrir um caminho. E o jogo complicado de São Paulo e Minas, no PSDB, pode abrir outra porta.
Sobre sua relação com Lula, o governador pernambucano ainda tem dúvidas sobre em que momento ter uma conversa franca. Segundo relato de um dos seus interlocutores, um grupo considera que essa conversa com Lula tem que acontecer já. Outro, que é melhor deixar para mais perto das eleições. Mas todos ainda acreditam na boa vontade do ex-presidente.
— Lula está entre os (do PT) que acham que tem que conquistar o Eduardo. Muita gente conversa com Lula e faz a fofoca do bem, diz que ele não quer briga.
O governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT), é um dos que fazem a “fofoca do bem”. Ele tem conversado muito com Campos, com Dilma e Lula sobre essa outra candidatura do campo governista:
— Lula não desistiu de Eduardo e na hora certa vai conversar com ele. Acho que não será uma conversa tensa. Amigo a gente não reprime, seduz. E se a sedução não funcionar, não vamos dramatizar a disputa. A eleição tem dois turnos e, depois de tudo, haverá um Brasil para governar.
O secretário nacional de Organização do PT, Paulo Frateschi (SP), comunga da mesma opinião de Déda:
— O PT não pode abrir mão de continuar na busca do apoio do PSB para a reeleição da Dilma, não é hora de brigar com o Eduardo Campos. Os movimentos que ele está fazendo são do jogo político, não é errado ter ambição política.
Eduardo Campos terminou a semana de muita conversa otimista e certo de que ainda precisa encontrar um discurso, um mote para sua candidatura:
— Não vamos abandonar nossas origens progressistas e inovadoras. É preciso encontrar uma nova roupa para mostrar nosso valor do ponto de vista histórico nesse momento. Os avanços que tem a ver conosco desse governo, não vamos renegar. É um novo ciclo — avaliou Campos nas conversas com os aliados.
O grupo do governador avaliou também as eventuais dificuldades que Dilma enfrentará, na política ou na economia.
— Dilma pode estar muito bem nas pesquisas, na opinião pública, e não ter voto. A identidade dela com o eleitor e a vinculação com miséria, é nulo. A campanha dela e João Santana (o marqueteiro dela e do PT) é para buscar o voto dos grotões. Será de novo a campanha do pobre contra o rico. Isso mostra desespero.
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“Não vamos ter presidente, as discussões serão horizontalizadas”, diz Rose Bassuma sobre novo partido
Emerson Nunes
(Política Livre)
Aleluia defende decisão sobre candidaturas apenas em 2014
Osvaldo Lyra, Tribuna
Tribuna – Como está sendo lidar com tantos problemas no trânsito que existem hoje em Salvador?
José Carlos Aleluia
Tribuna – O que já conseguiu fazer ao longo desses dois primeiros meses?
Aleluia – Eu diria que nós fizemos muito menos do que vamos fazer. Nós estamos usando, no trânsito, uma técnica oriental chamada acupuntura. Nós estamos atuando nos pontos que doem para que os músculos se distendam. Tivemos alguns avanços, começando pela Barra, que foi, digamos assim, uma demonstração. Tudo feito de um só golpe. Depois nós dialogamos, conversamos com as pessoas, e verificamos que foi muito bem aceito. Depois nós saímos na Avenida Sete. Lá as pessoas andam no meio da rua, os passeios integralmente ocupados por ambulantes e a última faixa usada para parar e sobrava uma única faixa para circular. Seguimos até a Praça da Sé, voltamos pela Rua Chile e estamos trabalhando ainda. É um produto acabado? Não, é um processo. Os moradores dali, da Barra, Avenida, Cidade Alta, Cidade Baixa, são moradores que já não descumprem as normas. Fizemos uma intervenção já em São Joaquim. Vamos fazer isso pelo Subúrbio, Pernambués, na Sussuarana, Cajazeiras, Vasco da Gama...
Tribuna – O senhor andou de ônibus, viu 'in loco' o que passa a população todos os dias. O que falar para essas pessoas, diante do caos que é o sistema de transporte público da cidade?
Aleluia – Vocês podem ter certeza de que a administração do prefeito ACM Neto vai dar total, está dando total prioridade aos transportes coletivos. É claro que nós não vamos impedir as pessoas de usarem os seus carros, mas não haverá – e pra isso você tem que organizar as coisas – trégua enquanto nós não reduzirmos o tempo de traslado das pessoas. Eu falo todo dia com pessoas que usam o transporte coletivo. Falei com um senhor que gastou quase duas horas na volta pra casa. Isso é desumano. Você gastar duas horas do seu trabalho para sua casa, quem saiu 17h30, 18h, é um absurdo.
Tribuna – Uma das alternativas que estão sendo faladas é reordenar as linhas de ônibus da cidade. Como está o processo de licitação dos ônibus e quando isso efetivamente vai sair do papel?
Aleluia
Aleluia – Eu tenho uma relação de respeito. Os empresários de ônibus entenderam que essa administração não vai abrir mão do poder que a Constituição lhes deu. A prefeitura é o poder concedente, e o poder concedente define as regras e as empresas cumprem a regra do jogo. Eu não tenho tido nenhuma insubordinação, pelo contrário, de forma negociada, os empresários que tinham demandas voltaram a pagar os impostos. Há três anos eles não pagavam impostos porque não havia entendimento com a administração municipal, voltaram a pagar os impostos municipais.
Tribuna – Nos bastidores se fala que os empresários de ônibus cobram uma dívida milionária junto ao município. E que eles queriam usar agora esse dividendo para sair na frente no processo licitatório. Tem algum fundamento isso?
Aleluia – Os empresários alegam ter um crédito na prefeitura, crédito este que está judicializado. E quando você tem uma demanda judicializada, ela não deve impedir as outras coisas. O fato, por exemplo, de uma construtora ter uma fatura para receber na prefeitura atrasada não lhe dá o direito de deixar de pagar imposto. Não lhe dá o direito de construir sem licença. E os empresários entenderam isso. Nós não negamos a eles o direito de demandar na Justiça os direitos, eles vão continuar demandando e a prefeitura tem excelentes advogados, excelentes procuradores – eles também têm excelentes advogados – e vão se entender. Mas as coisas vão andar. É importante para a cidade fazer a licitação e deixar isso para trás.
Tribuna – Gargalos, quais os principais identificados pela administração e como atacá-los de forma imediata?
Aleluia – Como eu disse, o principal problema de trânsito de Salvador é a operação. Se você fizer uma boa operação, se as pessoas cumprirem bem as regras do trânsito, vai melhorar. Mas para isso é necessário que em paralelo se invista no transporte coletivo. O principal gargalo é a falta de um bom o transporte coletivo. Enquanto o transporte coletivo for ruim, o sistema viário de Salvador não será capaz de dar seguimento a tudo. Essa semana, por exemplo, fui a uma reunião no Centro Administrativo e fiquei sem carro. Pensei em pegar o ônibus, mas pensei apenas. Eu gostaria de ter pegado o ônibus, desci pro ônibus e os ônibus estavam tão cheios que eu fiquei aguardando e passou uma amiga e me deu uma carona. Eu ia tentar pegar. Realmente, enquanto você não tiver um transporte coletivo em que as pessoas, todas, se sintam à vontade para entrar no transporte coletivo, você não vai ter um sistema de circulação de trânsito em Salvador razoável.
Tribuna – E quando isso vai ser possível?
Aleluia – Nós vamos, como disse, fazer isso progressivo. Depende da licitação, mas não vamos ficar parados. Primeiro, eu vou cobrar dos empresários de ônibus melhorias nos equipamentos, para dar acessibilidade, acho que não deve entrar mais aparelho sem ar-condicionado em Salvador. Nós temos que estabelecer padrões de ônibus, melhorar a frota, em termos de estabelecer ônibus de maior capacidade em trechos que precisam, integrar o sistema, isso tudo será feito. É importante que eles circulem. Não adiante ter engarrafamento de ônibus. Nós hoje temos engarrafamento de ônibus. Isso não resolve nada.
Tribuna – Um dos problemas que temos é o excesso de sinaleiras em lugares errados e que não funcionam de forma sincronizada. Quando se tornará realidade o projeto de mudança para equipamentos, para dar maior fluidez?
Aleluia – Num primeiro momento nós vamos recuperar, com equipamentos mais modernos, o sistema de transporte. Alguns são sincronizados, voltaram a ser sincronizados, outros não. Acho que temos que rever as posições. Algumas sinaleiras são típicas de pedestres. Claro que teria que ter outro tipo de passarela, outro tipo de passagem que não fosse uma sinaleira. É claro que nós vamos investir nas sinaleiras, no monitoramento da frota. Vamos investir na questão do controle dos radares, da tecnologia. Por isso que nós escolhemos um jovem que entende de tecnologia para ser o superintendente da Transalvador (Fabrizio Muller). Porque entendemos que a tecnologia é um caminho para melhorar o trânsito e o transporte coletivo de Salvador.
Tribuna – As estações de transbordo, o que acontecerá com elas? O que vai acontecer com a Estação da Lapa, com a Pirajá?
Aleluia – As Estações da Lapa, Pirajá e Mussurunga são estações que estão, realmente, péssimas. Todo dia eu converso com os dirigentes da Transalvador para nós melhorarmos. Não é fazer investimento maior, é melhorar a operação. A primeira vez que eu fui e a segunda vez que eu fui à Estação de Pirajá, o banheiro, seguramente, foi um dos piores lugares que eu já entrei na minha vida. Um inferno de Dante. Uma sala enorme, com vultos – porque não tinha iluminação, nem natural nem artificial -, um mau cheiro que exalava pela porta. Na segunda vez, era a mesma coisa. Eu não voltei a terceira vez, mas a informação que eu tenho é que as coisas estão melhores. E vão melhorar mais. Tem que ter limpeza. As estações não tinham limpeza. Não tinha equipe de limpeza.
Tribuna – Tem alguma expectativa de que as estações de transbordo entrem numa negociação com o empresariado de ônibus para que eles invistam nesses equipamentos, dando estrutura?
Aleluia – Não, isso não está em discussão. Nós estamos passando uma parte das estações para o estado, para que ele construa e reconstrua e opere com o módulo do metrô, e as Estações da Lapa e Pirajá, por enquanto, estamos trabalhando com hipótese de que venha a ser feita uma concessão para a exploração do serviço público. Ou seja, a empresa poderia explorar, investir e melhorar, estabelecer padrões de qualidade. Nós já vimos que a capacidade operacional das prefeituras – não só de Salvador – para operar as estações é muito baixa. Por isso você está vendo pelo Brasil afora sendo feitas concessões para estações, muito bem-sucedidas para o usuário.
Tribuna – Um ponto de tensionamento ali na região do Iguatemi é a existência do terminal rodoviário naquele local. Existe alguma expectativa de levar aquele equipamento para algum trecho da BR, próximo a Simões Filho?
Aleluia – Acho que não é uma opção para o momento. Eu morei durante quatro anos em Recife. E quando lá cheguei, tinha uma estação rodoviária nova construída, já tinha um ou dois anos. Passei os quatro anos lá e a estação rodoviária nunca foi colocada em operação, porque ela é próxima do fim do mundo. Ela só foi colocada em operação no dia em que foi feito o transporte de massa. Se alguém pensar em tirar a rodoviária do centro, tem que fazer transporte de massa. Porque o pobre que chega de viagem, que salta lá na BR para pegar um táxi para ir para casa, vai terminar gastando três vezes, quatro vezes mais do que de ônibus. A rodoviária é muito bem localizada. Eu darei sempre prioridade ao transporte público. Se há dúvida, vou tirar o transporte individual. Transporte público para mim tem que ficar lá. Todas as cidades grandes do mundo, as estações chegam no centro. Londres, quando você chega, chega no centro. Paris você chega no centro. Nova York você chega no centro. Por que vou botar o pobre coitado que vem do interior para chegar lá na BR?
Tribuna – Existe um ponto de tensionamento com o governo do estado sobre o metrô. O que realmente está acontecendo?
Aleluia – A reunião que tivemos essa semana foi muito boa, ficou muito claro que o governador tem firme intenção e propósito de receber o sistema de metrô. Ficou muito claro que o prefeito pretende transferir a responsabilidade do metrô para o estado. Mas existe pelo menos um ponto que não foi avistado. O prefeito não admite aumentar a tarifa de ônibus, para manter o equilíbrio do sistema de ônibus. E o governador também não quer que o cidadão passe a pagar mais por existir metrô. Acho que os dois têm posições nobres, de defender a tarifa, e a tarifa do metrô tem problemas. O metrô em todo o mundo é subsidiado. O metrô de Londres, o último número que eu vi, fala-se em quatro milhões de libras por ano. E é um metrô antigo, secular. Portanto, não vamos achar que é uma coisa fácil. Mas os técnicos estão trabalhando, eu estou trabalhando, junto com o secretario Albérico (Mascarenhas, Casa Civil), com o secretário Rui Costa (Casa Civil do estado), secretário de Desenvolvimento Urbano (Cícero Monteiro), estamos trabalhando. A reunião foi muito boa, de pessoas que querem construir. Dizem que foi uma reunião positiva, até o Rui Costa brincou: "saiu uma fumaça cinza". Eu brinquei com ele: 'não chegou a ser preta, foi cinza'.
Tribuna – Qual a solução para esse impasse do metrô sob a ótica da prefeitura? O que é que vocês defendem?
Aleluia – O princípio já está acertado. O sistema de ônibus que alimenta ele, por si só, resolve o problema econômico-financeiro. Não recebe subsídios. O sistema do metrô tem a sua vida também. Remuneração e funcionamento. O que está em dificuldade? O sistema de ônibus tem que se integrar ao sistema de metrô. Não haverá concorrência. As coisas mais difíceis já foram acertadas. Agora, qual é a tarifa de integração? O que é trecho de integração? Quando eu entro no ônibus e uso o metrô, quanto eu paguei é pro metrô e quanto eu paguei é pro ônibus? É razoável que, se eu faço uma parte da minha viagem no ônibus e a outra parte no metrô, o que eu paguei precisa ser dividido entre os dois. Essa é a divisão que tem sido discutida.
Tribuna – O senhor defende a entrada da linha 1 do metrô da Lapa ao Acesso Norte em operação tão logo seja transferida para o governo do estado?
Aleluia – Eu acho que é uma decisão do governo do estado se ele assumir. Se nós assumirmos, nós tomaremos a decisão. Eu não gostaria de antecipar que a decisão do governo do estado fará. Eu ouvi do governador a ideia de que ele irá finalizar a linha até Pirajá, o que é muito bom. Se ele vai colocar antes a outra em operação, eles que vão decidir.
Tribuna – Falar um pouco de política... Como está vendo a antecipação da disputa eleitoral de 2014?
Aleluia – Eu prefiro ser um pouco mais mineiro. Os mineiros deixam as coisas andarem, eles ficam esperando o tempo certo, e eu acho que o processo eleitoral só deve ser tratado no momento certo, no caminhar de 2014. É natural que as pessoas fiquem procurando espaço, lançando candidaturas. Nosso partido mesmo tem uma obrigação muito grande que nós estamos dedicados integralmente a ela, servir a administração do nosso partido, que tem um prefeito jovem e competente, que está se firmando como uma grande liderança na cidade de Salvador.
Tribuna – A oposição terá dificuldade de apresentar um nome forte em 2014?
Aleluia – É muito cedo para falar isso. A prioridade nossa é a administração de Salvador. E eu acho que, pelo que senti do governador, a prioridade dele é a administração da Bahia. Vamos administrar as coisas, depois a gente conversa sobre política partidária.
Tribuna – O senhor está muito mais técnico hoje até pela função que o senhor ocupa, deixou a presidência do partido...
Aleluia (interrompendo) – Eu voltei até a pagar o Crea.
Tribuna – O senhor tem alguma expectativa eleitoral em 2014?
Aleluia – É uma possibilidade. Eu estou tão motivado aqui e eu diria que uma candidatura é uma possibilidade, mas acho que o projeto está bom. Estou me sentindo como um engenheiro recém-formado, que está começando uma missão muito grande, de fazer coisas que afetam a vida das pessoas.
Tribuna – Um ano e quatro meses vai ser tempo suficiente para lhe projetar para um projeto maior, para um projeto eleitoral já em 2014?
Aleluia – Não é esse o objetivo. O objetivo é servir a cidade de Salvador. Nós não devemos pensar num projeto pessoal. Não há projeto pessoal. Nós temos uma equipe. Uma equipe liderada por ACM Neto, e ninguém deve ter projeto pessoal.
Colaboraram: Fernanda Chagas e Fernando Duarte
Leia mais na Tribuna.
sábado, 16 de março de 2013
Dá para fazer muito mais que Dilma, diz Eduardo Campos em jantar com empresários
"Dá para fazer muito mais" que a presidente Dilma Rousseff. Com esse, digamos, slogan, o governador Eduardo Campos (PSB-PE), de Pernambuco, passou seu recado a um grupo de 60 empresários que se reuniram na quinta-feira (14) em SP, num jantar, para conhecê-lo melhor --e descobrir se ele é, mesmo, candidato à presidência. Boa parte saiu de lá com a certeza de que Campos vai, sim, se lançar contra Dilma em 2014.
O encontro foi na casa do empresário Flávio Rocha, da Riachuelo. E Campos soltou o verbo.
Começou dizendo que o Brasil teve grandes conquistas nas últimas décadas --e logo engatou crítica que a oposição sempre fez a Lula, a Dilma e ao PT: "O Brasil não começou ontem. Não começou com o partido A, B ou C".
Na sequência, engrossou o coro dos que dizem que as coisas no país vão bem --mas podem piorar. "Não há grande incômodo nas grandes massas. Não há na classe média esse sentimento, nem de forma generalizada no empresariado. Mas há, nesse instante, nas elites, grande preocupação com o futuro. Há o sentimento de que as coisas podem piorar."
Os "florais aplicados em todas as crises" não funcionaram desta vez, diz Campos. "E mais do que de repente começa uma série de medidas, em série, em relação a vários setores, sobretudo, no início, na área do petróleo", segue, referindo-se aos pacotes lançados por Dilma. "Há um sobressalto daqueles que foram atingidos e daqueles que não foram atingidos por medidas." Para ele, "se estabelece uma ansiedade total".
"E a tudo isso se somou a antecipação do debate eleitoral", segue o governador, referindo-se, sem citar o nome de Lula, ao fato de o ex-presidente ter lançado Dilma à sucessão presidencial. "Um debate maniqueísta, eu sou o bem, você é o mal."
Na sequência, Campos passa a criticar a campanha presidencial de 2010, quando Dilma Rousseff disputou com José Serra (PSDB-SP). "Nós tivemos uma campanha das mais pobres do ponto de vista do conteúdo. Acusação de lá, defesa de cá. Acusação de cá, defesa de lá. Sinceramente, não dá para respeitar como um debate à altura dos desafios do Brasil. E isso deixou as coisas desamarradas para o futuro."
"Um monte de político se junta e diz: 'Olha, a gente precisa ganhar a Presidência da República'. É como dizia o meu avô [Miguel Arraes]: na política, você encontra 90% dos políticos atrás de ser alguma coisa. Dificilmente eles sabem para que."
É chegada a hora, portanto, de debater. E é o que o governador está fazendo, ainda que desperte a ira de Lula, de Dilma e do PT --até então seus aliados. "Esse é o momento para que o Brasil aprenda a viver com diversidade. Fazer crítica não é ser contra, não é ser inimigo."
(Fonte e Foto: Folha de São Paulo - 16.3.2013 - mais detalhes em http://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/1247350-da-para-fazer-muito-mais-que-dilma-diz-eduardo-campos-em-jantar-com-empresarios.shtml )
O encontro foi na casa do empresário Flávio Rocha, da Riachuelo. E Campos soltou o verbo.
Começou dizendo que o Brasil teve grandes conquistas nas últimas décadas --e logo engatou crítica que a oposição sempre fez a Lula, a Dilma e ao PT: "O Brasil não começou ontem. Não começou com o partido A, B ou C".
Na sequência, engrossou o coro dos que dizem que as coisas no país vão bem --mas podem piorar. "Não há grande incômodo nas grandes massas. Não há na classe média esse sentimento, nem de forma generalizada no empresariado. Mas há, nesse instante, nas elites, grande preocupação com o futuro. Há o sentimento de que as coisas podem piorar."
Os "florais aplicados em todas as crises" não funcionaram desta vez, diz Campos. "E mais do que de repente começa uma série de medidas, em série, em relação a vários setores, sobretudo, no início, na área do petróleo", segue, referindo-se aos pacotes lançados por Dilma. "Há um sobressalto daqueles que foram atingidos e daqueles que não foram atingidos por medidas." Para ele, "se estabelece uma ansiedade total".
"E a tudo isso se somou a antecipação do debate eleitoral", segue o governador, referindo-se, sem citar o nome de Lula, ao fato de o ex-presidente ter lançado Dilma à sucessão presidencial. "Um debate maniqueísta, eu sou o bem, você é o mal."
Na sequência, Campos passa a criticar a campanha presidencial de 2010, quando Dilma Rousseff disputou com José Serra (PSDB-SP). "Nós tivemos uma campanha das mais pobres do ponto de vista do conteúdo. Acusação de lá, defesa de cá. Acusação de cá, defesa de lá. Sinceramente, não dá para respeitar como um debate à altura dos desafios do Brasil. E isso deixou as coisas desamarradas para o futuro."
"Um monte de político se junta e diz: 'Olha, a gente precisa ganhar a Presidência da República'. É como dizia o meu avô [Miguel Arraes]: na política, você encontra 90% dos políticos atrás de ser alguma coisa. Dificilmente eles sabem para que."
É chegada a hora, portanto, de debater. E é o que o governador está fazendo, ainda que desperte a ira de Lula, de Dilma e do PT --até então seus aliados. "Esse é o momento para que o Brasil aprenda a viver com diversidade. Fazer crítica não é ser contra, não é ser inimigo."
(Fonte e Foto: Folha de São Paulo - 16.3.2013 - mais detalhes em http://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/1247350-da-para-fazer-muito-mais-que-dilma-diz-eduardo-campos-em-jantar-com-empresarios.shtml )
Vaticano nega conivência do papa com ditadura
O Vaticano divulgou nesta sexta-feira (15) um comunicado que desmente as informações de que o papa Francisco foi conivente com os crimes cometidos durante a ditadura na Argentina. O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, disse que as informações são originárias de uma “campanha difamatória” e com “uma forte carga ideológica”. “A campanha contra o cardeal Begoglio [papa Francisco] é conhecida e foi promovida por uma publicação caluniosa e difamatória. A origem é conhecida e notória”, afirmou o porta-voz, ao lembrar que o papa jamais foi denunciado ou punido. “As acusações vêm de elementos anticlericais para atacar a Igreja e devem ser refutadas”, completou. Na Argentina, organizações de direitos humanos divulgaram informações de que o papa Francisco invocou o direito de se recusar a depor em tribunais que julgavam torturas e assassinatos cometidos dentro da Escola de Mecânica da Marinha (Esma). O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e arcebispo de Aparecida, dom Raymundo Damasceno, também negou nesta quinta (14) que o papa Francisco tenha sido omisso ou conivente com a ditadura na Argentina.
(Bahia Notícias)
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