quinta-feira, 26 de abril de 2012

Feliz aniversário Benedita da Silva

Benedita da Silva

Nascia em 26 de abril de 1942 aquela que viria a ser a 59ª governadora do Estado do Rio de Janeiro. Nascida no Rio viveu 57 anos no Morro do Chapéu / Mangueira: Benedita Sousa da Silva Sampaio, a Benedita da Silva, a Bené.

Auxiliar de enfermagem, diplomada em Serviço Social, Benedita foi vereadora, candidata à prefeita do RJ, deputada federal constituinte, primeira mulher negra Senadora da República. Vice-governadora, governadora e ministra de Estado. Atualmente cumpre mandato como deputada federal pelo PT do estado fluminense tendo sido eleita em 2010 com 71.036 votos.

Bené sempre se mostrou como exemplo de superação, coragem, força e fé. Evangélica, nunca temeu assumir sua fé. Como mulher negra sempre batalhou por si, pelos seus e pelos demais. Sentimento de mãe/amiga/mulher/defensora de todas e todos.

Ver Benedita em ação é sempre ter a renovação da esperança de que sim, nós podemos chegar lá. Nós estamos bem representados lá. O capital político e humano de Bené fazem dela uma pessoa preparada para qualquer tarefa/cargo/posição nessa trincheira da vida.

Parabéns companheira Benedita da Silva pela data de hoje e que a mesma se repita por muitos anos. Parabéns pela mulher de fibra que é e o exemplo que é. Obrigado pela coragem, pela força, luta e inspiração que nos passa. Obrigado por existir.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Professores mantém greve na Bahia

Os professores da Rede Estadual de Ensino decidiram, nesta quarta-feira (25), manter a greve que já dura 14 dias e afeta mais de 1,2 milhão de estudantes baianos. A informação foi confirmada pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), Rui Oliveira, em entrevista ao Bahia Notícias. "A greve está mantida. Nada mais a declarar", atestou o sindicalista. A decisão foi tomada durante uma reunião do comando greve na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), onde os docentes permanecem acampados. Os educadores reivindicam reajuste automático de 22,22%. Nesta terça (24), os Projetos de Lei (PL) 19.778/2012, que incrementa as remunerações da carreira do magistério público estadual do ensino fundamental e médio, e o 19.779/2012, que transforma benefícios da classe em subsídios, foram aprovados pela maioria dos deputados estaduais, mas não agradaram a classe. (Bahia Notícias)

Collor e a CPI

Vinte anos depois de ter sido moído por uma CPI, Fernando Collor encontra-se agora do outro lado do balcão. Em 1992, seu governo era “réu” na CPI do Collorgate. Em 2012, na pele de senador, Collor é “juiz” na CPI do Cachoeira. Nesta quarta (25), Collor subiu os degraus que levam à tribuna do Senado para explicar as razões que o inspiraram a tornar-se membro efetivo da CPI. Quer impedir “vazamentos” e assegurar o respeito aos direitos dos acusados.
“É preciso não deixar que o colegiado torne-se instância fadada a servir de mero palco para a vileza política e um campo fértil de desrespeito aos direitos constitucionais dos homens públicos e de qualquer cidadão brasileiro.”
CPI não é “tribunal de exceção”, disse. Montará vigilância contra vazamentos de dados sigilosos à imprensa e “todo tipo de manipulação a que recorrem os meios para instigar comportamentos, deformar opiniões e induzir resultados.”
Afirmou que não vai aceitar certas práticas dos meios de comunicação e de informantes que recorrem a “métodos rasteiros” como a difusão de informações sob a proteção do anonimato.
Collor gastará suas energias para impedir que a CPI seja “pautada pelos meios e seus rabiscadores”. Uma gente que não visa senão “furos de reportagem e lucro”. Ainda que ao preço da veiculação de “notícias falsas ou distorcidas.”
A ira que Collor devota aos “rabiscadores” é compreensível. Foram eles que ajudaram a desmontar as “notícias falsas ou distorcidas” que o ex-caçador de marajás tentou vender quando seu governo revelou-se uma farsa.
A desmontagem das mentiras do esquema Collor deu trabalho. Eram lorotas intrincadas: dos cheques que chegavam à secretária particular Ana Aciolly ao Fiat Elba pago com verba suja coletada por PC Farias, passando pela rede de correntistas-fantasmas.
Exceto pela imagem fluvial das cascatas instaladas na Casa da Dinda, o caso Collor tem pouco a ver com o escândalo Cachoeira. Não se espera que a elucidação da corrupção atual produza efeitos tão impactantes como um impeachment.
Mas é desalentador perceber que o país aprendeu tão pouco com o descalabro de outrora. Estava entendido que a expulsão de um presidente indigno do cargo ensinaria algo aos corruptos, aos corruptores e até ao eleitor.
A reiteração das mazelas mostra que as lições perderam-se no tempo. A presença de Collor no Senado indica que tampouco o dono do voto se deu por achado. Seja como for, será divertido assistir ao desempenho do ex-presidente na CPI.
É pena que o mensalão tenha levado à cassação do mandato do companheiro José Dirceu. A diversão seria maior se Dirceu, hoje no mesmo campo governista em que se encontra o PTB de Collor, também estivesse na bancada da CPI.
Expoente do ex-PT, Dirceu foi, há duas décadas, um dos mais notórios algozes de Collor. Vazava dados à imprensa com gosto e método. Hoje, decerto auxiliaria 0 ex-alvo na tarefa de bedel da mprensa golpista.
(Blog do Josias - Josias de Souza / UOL 25.4.2012)

Gingrich abandonará disputa por Presidência dos EUA na terça, diz TV

Newt Gingrich deve se retirar da disputa republicana à Presidência dos Estados Unidos, disseram pessoas familiares com a campanha na quarta-feira, um dia depois de Mitt Romney obter vitórias nas primárias de cinco Estados e confirmar sua liderança. Gingrich manterá suas paradas programadas na Carolina do Norte, esta semana, e abandonará a corrida na terça-feira, informou a Fox News. Ele deverá apoiar Romney, disse a rede de televisão.
Duas fontes republicanas confirmaram à Reuters que Gingrich planeja mesmo sair da disputa, mas não deram uma data.
O ex-presidente da Câmara dos Deputados norte-americana fez uma forte campanha em Delaware, um dos cinco Estados que realizaram primárias na terça, mas perdeu por quase 30 pontos percentuais.
"Não acho que podemos perder por 30 pontos em Dewalare e ficarmos satisfeitos com isso", disse o ex-congressista Bob Walker, assessor de Gingrich, na terça-feira, antes do fechamento da votação.
INSISTÊNCIA
Apesar da série de derrotas desde a vitória de Gingrich na primária da Carolina do Sul em janeiro, o ex-presidente da Câmara havia prometido permanecer na corrida até a convenção do partido no final de agosto.
A saída dele abre o caminho para Romney se declarar não oficialmente como o candidato republicano na eleição em novembro, colocando fim a uma campanha amarga.
Gingrich, que já foi o republicano mais poderoso dos EUA durante a sua liderança da Casa nos anos 1990, terminou em primeiro lugar em apenas dois dos 36 Estados que já realizaram votações para a disputa presidencial de 2012.
Durante a campanha, a disposição de Gingrich pareceu pairar acima de seus resultados. Em um debate em fevereiro, Gingrich, conhecido por suas respostas sarcásticas aos opositores e à mídia, escolheu uma palavra para se descrever: "Animado". (FOLHA DE SP 25.4.2012)

Mais um jovem negro morto pela PM

Moradores do Conjunto Habitacional José Bonifácio, em Itaquera, Zona Leste, bloquearam a Rua Virgínia Ferni e atearam fogo em pneus para protestar contra a ação policial que resultou na morte de Yago Batista de Souza, 17 anos, morto no sábado (14/04), após levar um tiro de um policial militar.

O policial alegou que o disparo foi acidental, porém, a família do garoto contesta a versão. "A viatura chegou para abordar eles e um policial de dentro da viatura alvejou o meu irmão que estava sentado. Estavam os três sentados. Falaram que não deu tempo nem de levantar", disse Leandro Batista Lamires, irmão da vítima.

A família quer que tudo seja investigado e diz que não se conforma com a perda. "Ele não tirou a vida do meu filho, não. Ele tirou a vida de três, quatro, tem a mãe dele, tem eu, irmãos. E aí?", afirmou Evandro de Jesus Souza, o pai.

É o terceiro caso de jovem negro morto, que ganha repercussão na mídia, desde a morte de Eduardo Luiz Pinheiro dos Santos, de 30 anos, e de Alexandre Menezes dos Santos, os dois motoboys assassinados pela PM paulista.

O primeiro foi morto no dia 09 de abril dentro de um quartel da PM na Casa Verde, Zona Norte, e o segundo, foi vítima de espancamento no bairro de Cidade Ademar, zona Sul, onde morava, no dia 08 de maio, véspera do Dia das Mães, na frente da mãe, Maria Aparecida de Oliveira Menezes.

Indenização

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) lamentou a morte do adolescente e determinou que a Procuradoria Geral do Estado indenize a família. "Muito triste, foi uma tragédia. O policial já está preso, a polícia vai verificar se foi imprudência, imperícia ou negligência. Qualquer que seja o resultado da investigação, o Estado é responsável. Nós já determinamos à Procuradoria Geral do Estado que procure a família para indenizar a família. A família pode procurar a PGE que receberá toda a indenização. O policial está preso e vai responder a processo civil e penal", afirmou.

Nos dois casos anteriores, o Governo do Estado também adotou a posição de se antecipar a ações judiciais e indenizar as famílias das vítimas. (AFROPRESS)

Elói e Matilde defendem direitos

Segundo o Presidente da Fundação Palmares, Elói Ferreira de Araújo, a reação aos direitos dos quilombolas brasileiros expõe a ação de setores inconformados com direitos que, secularmente, foram ignorados.

”Quando o Estado brasileiro inicia a adoção de políticas voltadas à população negra setores inconformados judicializam essa iniciativa . É o caso do direito constitucional às terras quilombolas e também das políticas de cotas para jovens negros e negras nas universidades. A nação brasileira, em especial, a população negra espera que seus direitos sejam assegurados”, afirma.

Elói também aponta que os afro-brasileiros continuam aguardando que a constituição do país seja cumprida. “Desde o fim da escravidão a população negra brasileira aguarda políticas específicas que levem em consideração o dispositivo constitucional da igualdade entre negros e não negros”, ressalta.

Por sua vez, a ex-ministra chefe da Seppir, Matilde Ribeiro (foto), afirma em artigo postado em Afropress (veja na seção colunistas) que a declaração de inconstitucionalidade do decreto representará um enorme retrocesso.”É importante que saibamos que se for aprovada a proposição do DEM, teremos um enorme retrocesso para a luta histórica dos quilombos e também para o acumulo adquirido pelo Governo Federal desde a Constituição de 1988”, afirmou. (AFROPRESS)

Cresce no país mobilização para que o STF aprove as cotas

Na véspera da votação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) das ações movidas pelo DEM e pelos donos de escolas particulares, por meio da Confederação Nacional de Estabelecimentos de Ensino (CONFENEN) questionando a política de cotas e contra o Programa Universidade para Todos (ProUni), que beneficiam negros e indígenas, cresce a mobilização pelo país para que o STF rejeite as ações e garanta a continuidade desses programas.

Só de S. Paulo, 150 alunos do Curso de Direito da Faculdade Zumbi dos Palmares, seguirão nesta terça-feira (24/04) em três ônibus lotados para acompanhar a votação. A saída está prevista para as 20h e a chegada em Brasília para as 11h de amanhã. A sessão começa às 14h.

O ex-Secretário de Justiça de S. Paulo e uma das principais lideranças do Movimento Negro brasileiro, Hédio Silva Jr. (foto), que fará sustentação oral como Amicus Curiae (Amigo da Corte) se declarou "extremamente otimista". "O princípio da ação afirmativa adotado para outros segmentos nunca sofreu qualquer questionamento. É sintomático que quando invocado para favorecer a população negra, haja uma reação", afirmou.

Twitaço

Entidades negras e antirracistas como o Instituto Steve Biko, de Salvador, e a Bamidelê - Organização de Mulheres Negras da Paraíba - anunciam que realizarão das 10h às 15h, um “twitaço” em defesa das cotas raciais, usando o hashtag #cotasSim. A mobilização está sendo feita pelas redes sociais.

“Não podemos aceitar nenhum retrocesso nesta política. Por este motivo convocamos a todos (as) que se mobilizem em defesa das cotas nas universidades”, afirma Terlúcia Silva.

Caravana e otimismo

O reitor da Universidade Zumbi dos Palmares (Unipalmares), José Vicente, que acompanhará a caravana de alunos, em entrevista a Afropress até arriscou um palpite sobre o resultado da votação. “Serão sete a quatro ou oito a três, em favor da constitucionalidade das cotas”, afirmou.

Os quatro votos contrários, segundo Vicente, poderão vir do ex-presidente do STF até a semana passada, Cezar Peluso, dos ministros Celso de Melo, Gilmar Mendes e Rosa Weber, embora em relação a ministra, se diga confiante em voto favorável, pois não conhece as suas posições sobre o tema.

Ele também considera que o ministro Dias Tóffolli, que era o Advogado Geral da União quando as ações foram propostas poderá não se declarar impedido de votar como, à princípio, foi cogitado por analistas, o que garantirá uma maioria folgada.

Além da caravana, o reitor disse que o Coral da instituição, regido pelo maestro Nilton Silva, deverá cantar o Hino Nacional em frente ao Supremo, na Praça dos Três Poderes, ou na abertura da sessão no próprio plenário do STF.

Outros Estados

De outros Estados do país, lideranças negras e antirracistas se preparam para acompanhar a votação em Brasília, no plenário do Supremo ou pela TV Justiça que deverá transmitir a sessão histórica.

Ontem, o ex-ministro da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e presidente da Fundação Palmares, Elói Ferreira de Araújo, disse que está esperançoso e confiante. “Estamos muito esperançosos de que os 11 ministros da mais Alta Corte do Brasil, retirem essa espada colocada pelo DEM sobre a comunidade negra brasileira”, afirmou.

Segundo Elói, uma posição desfavorável às ações afirmativas, influenciará não apenas na política de cotas da Universidade de Brasília (UnB) e no ProUni, mas também poderá retirar os fundamentos jurídicos da Lei 12.288/10 – o Estatuto da Igualdade Racial.

Dia histórico

Ana Cristina dos Santos Duarte, Secretária Nacional da Diversidade Humana da UGT (União Geral dos Trabalhadores), e também Secretaria da Estadual do Rio, disse que esta quarta-feira é um dia que poderá ficar na história como aquele em que, pela primeira vez na República, a mais Alta Corte do país declarou a constitucionalidade das políticas afirmativas, em favor da população negra e indígena brasileira.

“Nós temos muita esperança de que o STF declare a constitucionalidade das cotas raciais no país”, enfatizou.
(AFROPRESS)