segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Tenho Medo

Tenho Medo*

     O poeta Lenine – permita-me assim chama-lo em sua canção “Miedo” diz dentre outras coisas: “Tenho medo de parar e medo de avançar, tenho medo de amarrar e medo de quebrar, tenho medo de exigir e medo de deixar, medo, que dá medo do medo que dá...” Eu também tenho medo. Medo dessa política – campanha – calcada no medo, do amedrontamento de pessoas que tem e que não tem consciência política.
    Em 1989 o Brasil vivia sua primeira eleição pós Ditadura e o medo – que já não era pequeno nos anos de chumbo – voltara a imperar naquela eleição. Diziam “Se Lula for eleito, tomará as fazendas dos fazendeiros e distribuirá no que ele chamará de ‘reforma agrária’”; “Se você tiver dois apartamentos, um será tomado”; “Lula é comunista e comunista come criancinha”. Anos se passaram e o medo continuou a ser a arma que faz com que as pessoas não avancem como diz Lenine. A esquerda dizia “Eles vão vender o Brasil” e a direita afirmava “Eles vão dá o calote e transformar isso aqui em Cuba”. Em 2002 o tucano José Serra usou a atriz global – sempre a globo e os seus – Regina Duarte, a eterna Viúva Porcina, no horário político para que ela dissesse sobre Lula “- Eu tenho medo”.  Lembro-me de ter visto uma deputada baiana comunista na TV Record Bahia em um programa de televisão do meio dia enfurecida dizer que Regina Duarte “não era mais a namoradinha do Brasil”. Vi ódio nos olhos dos que não se conformavam com a política do medo que Regina usara ao bel serviço de Serra e do tucanato.
     Lembro-me de crescer vendo ACM usar essa tática e todos se lembrando de quando Lídice da Mata e Souza foi prefeita e perseguida. Agora, para meu medo e espanto, Lula, o maior democrata (?) do país vem a Salvador e ao invés de projetos e propostas concretas, de fazer a meia culpa e mostrar a realidade usa da política do medo para tentar elevar seu candidato ao segundo turno e assim fazê-lo vencer o candidato que está na frente. Não sou Neto, não voto nele e nem o apoio. Mas cá entre nós, o medo é o caminho? Segundo ainda, a opinião de Lenine, “... o medo é uma brecha que fez crescer a dor...”. Salvador já sente inúmeras dores – dor de parto, dor de Cruz – e não merece mais essa dor. Precisamos de fato e de verdade de debate de ideias. Eu não quero saber que um disse que ia dar uma surra – surra até hoje não dada – no presidente (hoje ex) da República; Eu não quero saber quem disse sim e quem disse não. Eu, como soteropolitano e apaixonado por minha terra quero saber quem vai fazer por essa cidade.
     O reverendo pastor Martin Luther King Júnior disse um dia “Eu tenho um sonho...” e eu também o tenho. Sonho com um país maduro, consciente politicamente de seu voto. Sonho com um país onde candidatos andarão nos bairros e cidades debatendo projetos e propostas viáveis. Um dia Gonzaguinha disse “É, agente não tem cara de panaca...”. Eles – direita (ainda há?), esquerda (um dia houve?) precisam entender isso. Por favor, não digam que para ser prefeito tem que ser do partido do governador e da Presidenta porque o partido do Lula só chegou ao poder em 2003 e antes disso Erundina foi uma excelente prefeita para São Paulo e outras cidades – lembram-se do O.P do PT em Porto Alegre? – foram também sem alinhamento estadual e/ou federal geridas pelo PT. A pergunta que faço é: Se Neto ganhar, Dilma, que sofreu com a Ditadura vai perseguir Salvador por Neto ser do DEM? Wagner que prega a democracia e o respeito aos aliados e diz que Salvador o acolheu quando fugindo da Ditadura para cá veio, perseguirá Neto como ACM fez com Lídice e tantos outros? “É a volta do cipó de arueira no lombo de quem mandou dar” – só para não dizer que não falei em Chico Buarque de Holanda – onde Salvador sem metrô, asfalto, iluminação, saúde e educação e reparação racial terá que pagar? Senhor Lula, política do medo não. Eu tenho medo de que Salvador nunca mude – olha Chico Buarque ai de novo – mais eu não posso ter medo e votar sob a ordem do “coroné”. Chega de medo! “Medo de fugir da raia na hora H, medo de morrer na praia depois de beber o mar, medo, que dá medo do medo que dá.” Ideias candidatos. A mesmice não nos eleva.

*Law Araújo
Professor Licenciado em Letras Vernáculas pela UCSal, graduando de História Licenciatura pela UCSal, Blogueiro (www.blogdolawaraujo.blogspot.com) e filiado ao PT de Salvador – licenciado durante essas eleições.  

segunda-feira, 16 de julho de 2012

COMUNICADO: Me licenciei hoje do PT

Depois de muito refletir e ante uma necessidade particular, protocolei na data de hoje 16 de julho de 2012 na Sede do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores - PT o meu pedido de licença temporária com data final em 31 de dezembro de 2012. O que portanto, ocorrerá depois das eleições, me deixando desobrigado de marchar com o partido nessas eleições municipais.

A conjuntura pessoal e coletiva - jeito de Wagner governar e tratar os professores, a coligação feita em torno de Nelson Pelegrino, a ausência de debates de ideias e uma hegemonia pura e simplesmente baseada na hegemonização - me fazem refletir e me licenciar. Todos que me conhecem sabem que amo o PT. Não estou saindo, jogando a toalha, me desfiliando. Estou me licenciando, o Estatuto me garante esse direito e assim o fiz.

Salvador, Bahia, 16/7/2012

Lázaro Araújo (LAW)

militante da 9ª Zonal (por opção de militância) cadastrado no TRE como 18ª zonal, PT/Salvador-Bahia-Brasil.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Dia 29/6 PMDB homologa M.K

Será dia 29 de junho, às 9h da manhã no Bahia Café Hall a Convenção do PMDB de Salvador que homologará M.K candidato a prefeito da capital baiana. O evento contará além da presença dos irmãos Vieira Lima, com o presidente nacional do PMDB Valdir Raupp e do vice presidente da República Michel Temer, dentre outras lideranças do PMDB. Hoje, dia 22, M.K se reuniu com os vereadores e pré - candidatos a vereador juntamente com Lucio e Geddel.

(Foto.: Facebook de M.K)

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Só se vê na Bahia: ex- líder da oposição poderá ser líder do governo

O deputado estadual Gildásio Penedo (PSD) disse que se sentiria "à vontade" na liderança da bancada do governo na Assembleia Legislativa da Bahia, apesar de ter comandado a oposição no biênio 2007-2008, quando era filiado ao DEM. O parlamentar é o principal cotado na Casa para assumir o lugar de Zé Neto (PT), que deixará o posto para se dedicar à corrida eleitoral pela prefeitura de Feira de Santana. "Eu fico lisonjeado pela lembrança do meu nome, mas no momento, tudo é mera especulação. A decisão [de um novo indicado para a liderança] virá na hora certa e será fruto da vontade do próprio governador e da bancada. Mas se for esse o desejo da bancada, vou assumir com muito entusiasmo", avaliou, em entrevista ao Bahia Notícias. Questionado sobre suas antigas relações partidárias e a ávida atuação na ala da minoria, Penedo minimizou. Segundo ele, houve uma "reengenharia política" no Estado. "Lógico que hoje o cenário é outro. Eu sempre havia sido filiado ao mesmo partido até então, o DEM [antigo PFL], e, como o meu partido era de oposição, procurei cumprir com o meu papel de parlamentar. Mas nos últimos anos tive um processo de decantação e já vinha me afastando do próprio Democratas. E hoje o PSD é uma realidade. Sempre tive uma relação muito estreita com o vice-governador Otto [Alencar] e quando o movimento do PSD se iniciou houve uma publicidade muito grande do governador em relação ao seu projeto político e acabamos nos conduzindo a um processo de alinhamento com o PT", afirmou. Nos últimos meses, o legislador já tem arcado com o ônus de defender o governo do Estado em plenário. Nesta terça-feira (19), o deputado foi vaiado por representantes dos professores estaduais, em greve há quase 70 dias, ao afirmar que o movimento estava "contaminado" com interesses políticos. (Bahia Notícias / Google Imagens)

13 + 12 = 25

Sem a definição de apoio do PP e muito menos o cumprimento de parte do acordo pelo partido para integrar a chapa majoritária – como a garantia de adesão do PTN – o deputado federal Marcos Medrado (PDT) pode ser a opção de Nelson Pelegrino (PT) para compor a sua chapa. Informações de bastidores dão conta de que as negociações para a formação do mapa astral entre as duas agremiações estão avançadas. O petista corre contra o tempo para fechar a vaga de vice, já que a sua homologação está marcada para o próximo dia 30, última data do calendário eleitoral. Sem o recebimento do pacote esperado, o postulante se vê obrigado a reavaliar o posicionamento dos pepistas em sua coligação. Além disso, um possível ingresso de Medrado resolveria tanto a questão do prazo, quanto atenderia ao pleito da legenda parceira, que colocou a aliança com o PT como prioridade em sua convenção. Caso firmada, uma cabeça de pule 13-12 somaria votos importantes para Pelegrino, sobretudo no Subúrbio, e botaria água no chope do rival ACM Neto (DEM), que ainda cogitava atrair a sigla para si. Apesar de o cenário demonstrar muitos pontos positivos, o prefeiturável do PT preferiu se esquivar. “Não tem nada certo. Nesta eleição, tudo pode mudar a qualquer tempo. Quem vai definir é a frente [conjunto de partidos que integram a sua coligação]. Todas as possibilidades são possíveis. Não descarto nada, pois continuamos conversando com todos  os partidos que compõem a base do governo”, pontuou Pelegrino, em entrevista ao Bahia Notícias. Segundo ele, até os 45 minutos do segundo tempo, ou seja, a data final para as convenções, pode pintar um vice do PDT, do PP e até mesmo do PCdoB, que no último domingo (17) homologou a candidatura da parlamentar Alice Portugal. Se a escolha for mesmo pelo PDT, o principal problema seria da ordem da numerologia, pois 13 e 12 somam 25, número da legenda do oponente democrata. (Bahia Notícias / Google Imagens)

Neto "verde"

Charge do Borega / Bahia Notícias

Kertész diz que terá dificuldade em apoiar ACM Neto em possível segundo turno

Pré-candidato do PMDB à prefeitura de Salvador, o radialista Mário Kertész reiterou nesta quarta-feira (20) que não teria “dificuldade” em apoiar o petista Nelson Pelegrino em um possível segundo turno e admitiu que poderá ter “alguma” [dificuldade] em apoiar o democrata ACM Neto. “Isso não quer dizer que seja intransponível”, completou. Apesar de negar qualquer mágoa com o deputado federal – com o argumento de que “mágoa é uma coisa muito pessoal” – o peemedebista apontou o parlamentar como o responsável pelo naufrágio da união das oposições. “Acho que ele errou politicamente, em função dos projetos que ele me disse que tinha. Ele disse que o projeto dele era ser governador em 2014. A partir daí, Geddel, Imbassahy e ele começaram a negociar para que esse grupo pudesse enfrentar o PT em 2014”, declarou Kertész em entrevista ao programa Acorda pra Vida, da Rede Tudo FM. No entanto, segundo o radialista, Neto teria “destroçado” a aliança com o PMDB e o PSDB. “De repente, sem dizer nada a ninguém, ele armou essa história de Agripino Maia vir aqui. Agora, qualquer que seja o resultado destas eleições, dificilmente ele conseguirá reconstruir esse projeto”, disse. Kertész falou ainda sobre um encontro no qual Neto teria prometido não lançar candidatura a prefeito desde que tivesse o apoio do PMDB para disputar o governop estadual em 2014. “Geddel apoiou [a ideia] e disse que sim. Eles chegaram a ir conversar com Michel Temer. Mas Neto foi muito pressionado pelo partido dele e o projeto passou a ser salvar o DEM. Repare que todas as inserções nacionais foram dadas a ele”, observou. (Bahia Notícias e Google Imagens)