EXECUTIVA DO PSOL NEGA FILIAÇÃO A ROSE BASSUMA

A executiva nacional do PSOL decidiu, por 27 votos a 15, revogar a decisão do Diretório Estadual do partido na Bahia de filiar Rose Bassuma, em reunião realizada em São Paulo neste domingo (4). A disputa política em torno do ingresso da mulher do ex-deputado Luiz Bassuma se deveu, segundo Ronaldo Santos, secretário-geral do PSOL na Bahia, ao racha existente dentro do partido no estado. A filiação foi acatada pela direção estadual, presidida por Marcos Mendes, e questionada pelo grupo de Hilton Coelho, que comanda a legenda em Salvador. Como o grupo de Hilton também tem maioria em nível nacional, entrou com um recurso e conseguiu reverter a filiação. Utilizaram, como argumento contra Rose, sua posição contrária ao aborto. “Isso é uma inquisição. Vai contra os direitos individuais das pessoas. Eu sou fundador do PSOL nacionalmente e sou contra (o aborto), assim como a Heloísa Helena é”, comparou Santos, que é membro da executiva nacional do partido. “O que está em jogo é a correlação de forças pelo controle do partido aqui no estado”, salientou. O dirigente acrescenta que os membros do colegiado levaram em consideração ainda a suposta informação de que Rose teria votado em José Serra (PSDB) para presidente da República no ano passado. Com forte apoio entre os espíritas, ela entraria na agremiação com grande chances de ganhar a eleição para vereadora em Salvador, em 2012. O BN tentou, sem sucesso, entrevistar Hilton Coelho. (Bahia Notícias)
E ainda:
HILTON DIZ QUE VETO FOI QUESTãO DE ‘COERÊNCIA’
Em contato com o Bahia Notícias, na tarde desta segunda-feira (5), o ex-candidato à prefeitura de Salvador, Hilton Coelho, contestou a versão da executiva estadual do PSol de que a revogação da filiação de Rose Bassuma seria fruto de uma disputa causada pelo racha interno do partido. Segundo ele, a primeira divergência seria quanto ao fato de ela pertencer ou não ao grupo político do marido. “Há a divergência contra ela pertencer ou não ao grupo de Luiz Bassuma. Não sei como alguns companheiros acham que ela não faria parte do grupo dele. Para mim, isso não existe. Ela acompanhou toda a trajetória, toda a movimentação dele nos últimos tempos”, apontou. Hilton cita ainda as divergências ideológicas que teriam motivado o veto. “Ela é a favor da criminalização das mulheres que praticam aborto e o PSol luta a favor da descriminalização do aborto. Há também a questão do financiamento das campanhas. O PSol não aceita financiamento de empresas e a campanha dela e do marido recebeu recursos de empresas”, acusou. Por fim, Hilton 50 citou o apoio de Luiz Bassuma ao ex-candidato à Presidência, José Serra (PSDB), no segundo turno das eleições de 2010, ao qual, segundo afirma, Rose não se contrapôs oficialmente. “Não é que o PSol não queira ampliar o partido, mas a gente tem uma coerência política a manter e disso nós não abrimos mão”, justificou. Antes, em entrevista ao BN, Rose, afirmou que acionará a Justiça para tentar validar sua filiação à sigla, por considerar ilegal a decisão da executiva nacional. (Bahia Notícias)
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