A REPROVÁVEL POSTURA DO GOVERNO DO RIO NO ACIDENTE COM O BONDINHO
Meu Irmão, Minha Irmã,
Mais surpreendente do que o acidente que ocorreu com o bondinho de Santa Teresa no último fim de semana é a postura do Governo do Estado do Rio de Janeiro diante do fato.
Primeiramente, o silêncio sepulcral do governador Sergio Cabral (PMDB), que até agora não se manifestou em relação ao caso. Aliás, ele estava viajando na ocasião do acidente, e, tendo retornado ao Rio, tem se comportado como se nada tivesse acontecido. Uma postura reprovável e repugnante de um homem cujo dever é zelar pela população do Rio de Janeiro e pelos bens e serviços que estão sob custódia do Estado. Ao voltar de viagem, o governador nomeia um "interventor" para administrar os bondinhos, que sequer estão circulando. Será que isso é medida que se tome, governador?
Fato é que o Governo do Estado, responsável pelos bondinhos, se omite diante de um fato de tamanha gravidade. Se bem que omissão é um ato comum do atual governo do Rio...
Outro ato que enoja a todos os cidadãos cariocas é a tentativa do secretário estadual de Transportes, Julio Lopes, de pôr a responsabilidade sobre o motorneiro do bonde, sem prévia averiguação pericial que conprove esta culpa. Sua atitude é uma tentativa clara de "tirar o corpo fora" e jogar a responsabilidade sobre uma pessoa que sequer pode se defender por também ter morrido no acidente, além de refletir um pleno desrespeito à memória do condutor.
Só não contava o secretário com o prestígio e a boa reputação que o motorneiro possuía no bairro, o que levou moradores e colegas a, unanimemente, defender o profissional que já tinha mais de 35 anos de profissão e já se aposentara, mas continuava trabalhando, porque apossentado neste país não tem o devido valor. Segundo depoimentos, ele gritou antes do choque que o trem estaria degovernado. Poderia ele, pois, ter pulado e deixado o trem bater com os passageiros à bordo. Mas decidiu permanecer para quiçá tentar reverter o acidente, mas acabou morrendo.
Também não contava com as diversas solicitações feitas pela Associação de Moradores de Santa Teresa e pelo Sindicado dos Ferroviários do RJ, sempre protocoladas, com pedidos de reparos e manutenções, além da modernização da frota. Mas esta outra omissão será objeto de investigação da Justiça, de cuja investigação esperamos que sejam punidos os responsáveis pelo fato, independentemente de sua posição na hierarquia de poder.
Outra informação pertinente é a de que APENAS R$ 14 MIL ERAM SUFICIENTES PARA QUE O ACIDENTE COM O BONDINHO FOSSE EVITADO, verba esta cujo investimento já tinha sido inclusive determinado pela Justiça, mas que não o foi porque o secretário de Transportes recorreu da decisão. Um contrasenso, no mínimo, haja vista os quase 1 bilhão de reais que se está gastando no Maracanã. Que vidas serão salvas com as obras no estádio?
Outra informação pertinente é a de que APENAS R$ 14 MIL ERAM SUFICIENTES PARA QUE O ACIDENTE COM O BONDINHO FOSSE EVITADO, verba esta cujo investimento já tinha sido inclusive determinado pela Justiça, mas que não o foi porque o secretário de Transportes recorreu da decisão. Um contrasenso, no mínimo, haja vista os quase 1 bilhão de reais que se está gastando no Maracanã. Que vidas serão salvas com as obras no estádio?
Eis então a postura do Governo do Rio de Janeiro no acidente do bondinho: o governador se omite e o secretário de transportes "tira o corpo fora". Isso reflete a irresponsabilidade destes agentes públicos e a ingerência deles e de seus subordinados sobre um serviço de grande relevância para os moradores da região de Santa Teresa, além de ser um serviço turístico de grande procura. Aliás, falando na ingerência do Governo do Estado, cabe perguntar: no que deu o caso do turista que caiu do bondinho quando passava pelos Arcos da Lapa, vindo a óbito no instante da queda? Acorda, Rio!!! Nosso estado está como o bondinho: DESGOVERNADO...

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