segunda-feira, 5 de setembro de 2011

PT limita reeleição para Câmara e Senado

Romulo Faro


O Partido dos Trabalhadores (PT) encerrou ontem seu 4º Congresso, em Brasília. O evento reuniu 1.350 delegados de todo o país e estabeleceu novidades e mudanças importantes para os próximos anos, listadas na Proposta de Resolução. Entre os pontos mais repercutidos pela imprensa está a decisão de limitar a quantidade de mandatos consecutivos na Câmara Federal e Senado. Na prática, os petistas terão que obedecer a um rodízio de candidaturas e só poderão exercer três mandatos seguidos na Câmara Federal ou dois no Senado. A contagem de mandatos, no entanto, sé começará em 2014.
A novidade não agradou a todos, mas deixou contentes milhares de militantes que reclamam da falta de renovação dos quadros petistas no parlamento brasileiro. Se tivesse efeito imediato, veteranos como o deputado João Paulo Cunha (PT-SP), que exerce o quinto mandato na Câmara, e o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), há três legislaturas no Senado, estariam de fora no próximo pleito.
Outra proposta aceita e bastante comemorada foi a paridade entre homens e mulheres em todas as instâncias da direção do partido. A direção do PT terá obrigatoriamente 50% de representação feminina. Ainda no âmbito das cotas, os petistas decidiram que os jovens terão 20% dos cargos de direção e as chamadas minorias raciais também ficaram com 20%. Para o deputado federal baiano Emiliano José, “o evento foi muito positivo tanto do ângulo estatutário quanto do ângulo político. Continuamos a ser um partido que muda o Brasil”, comemorou o parlamentar.
O PT também estabeleceu quem são oficialmente seus adversários: DEM, PSDB e PPS. A surpresa ficou por conta da proposta de incluir no rol dos adversários o PMDB do vice-presidente do Brasil Michel Temer. Mas esta logo foi vetada. O PSD, que está sendo criado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, está liberado para coligar com o PT no ano que vem, caso consiga tempo hábil para registro definitivo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Apesar de Kassab ser dissidente do DEM, o PT não aceitou incluir seu novo partido na cota dos adversários. “Pessoalmente, não acho que se faz restrição com um partido que ainda não existe, que tem a segunda maior bancada na Bahia e que tem votado com o governo”, defendeu o presidente nacional do PT, Rui Falcão. O que muito se ouviu no congresso foi a orientação de o PT ser um verdadeiro exército, unificado com o objetivo central de fortalecer o governo da presidente Dilma Rousseff. (Tribuna da Bahia)

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